Congresos de GKA, [GKA ARTS 2020] Congreso Internacional de Artes y Culturas

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Paisagem e sua construção prático-sensível nas instituições de arte.
Grecia Falcao

Última modificación: 2020-02-29

Resumen


A presente pesquisa visa por em tensão o campo propriamente tradicional da pintura e da fotografia. Cito o culto dominante da representação mimética (de traços humanistas) onde a imagem – pelo efeito de ilusão das regras da perspectiva – parece estabilizar, muito bem, a recepção figurativa da paisagem. Notadamente, esta crítica não passa por uma negação completa ou ruptura radical com a representação fotográfica e suas origens na arte mimética. Teremos como principal mote de análise a fotografia de paisagem – legitimada como documento fotográfico – e sua corrente inserção em instituições de arte, seja como arquivo, coleção ou produção artística. No entanto, a proposta tenta problematizar a ideia de paisagem enquanto representação “fiel” do espaço, buscando encará-la como discurso; como estratégia enunciativa baseado nos pressupostos de Cauquelin (2007). E para fugir dos enunciados acelerados e estereotipados da representação mimética, ou dos critérios que categorizam as fotografias por temas, época, autoria e estilo, buscaremos analisar o conjunto de experiências multissensoriais que compõem as formas de habitar os museus (FERRAZ, 2013). A hipótese da pesquisa é que, através de entrevistas e da observação participante em instituições de arte no estado do Rio de Janeiro, possamos aos poucos atualizar o conceito de paisagem, levando em conta sua dimensão prático-sensível (INGOLD & JANOWAKI; 2012).


Palabras clave


paisagem, fotografia, teoria da arte, arte contemporânea.